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Encontro Virtual com Hussein Kalout analisa desafios do Brasil no novo cenário internacional

Publicado em 06 ago 2025

Encontro Virtual com Hussein Kalout analisa desafios do Brasil no novo cenário internacional

O ciclo de debates do projeto O Brasil Precisa Pensar o Brasil recebeu, na última terça-feira (5), o cientista político e ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Kalout, para uma análise profunda sobre o novo contexto geopolítico global e os caminhos para o Brasil reposicionar sua política externa. O encontro foi transmitido ao vivo pelo canal da Fundação Ulysses Guimarães no YouTube.

Referência nacional e internacional em temas de política externa, Kalout é pesquisador da Universidade Harvard, especialista sênior do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e professor do Insper, com passagens por instituições como o Instituto de Estudos Avançados da USP e experiência em formulação estratégica no alto escalão do governo

Nova Ordem Mundial

Durante sua apresentação, Kalout destacou que o mundo vive uma fase de transição entre ordens internacionais, marcada pela ascensão da China e a reação dos Estados Unidos, configurando uma tensão entre modelos unipolar, bipolar e multipolar. “Estamos diante de uma disrupção na ordem internacional. O sistema está sendo redesenhado por novos polos de poder, especialmente com a emergência da China como superpotência desafiante”, explicou.

O especialista também pontuou que o Brasil precisa reconhecer suas vantagens estratégicas para construir uma política externa realista e eficaz. “Somos uma potência ambiental, energética e de segurança alimentar. O desafio está em transformar esses vetores em estratégia internacional coesa e articulada com o setor público e privado”, afirmou.

Kalout alertou, no entanto, para o risco do que chamou de “superesticamento da política externa” — quando um país formula metas desproporcionais aos seus recursos de poder. “O Brasil precisa entender os seus limites e alinhar sua política externa às prioridades internas, como geração de emprego, renda e crescimento econômico”, disse.

Para ele, a posição privilegiada do Brasil na relação com os Estados Unidos e a China — principais atores do cenário global — deve ser aproveitada com inteligência. “O Brasil tem a vantagem de poder optar por uma posição de equilíbrio, compreendida pelos dois lados, desde que saiba navegar com estratégia e clareza de propósito”, concluiu.

A íntegra da transmissão está disponível no canal da FUG Nacional no YouTube: assista aqui.

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