O Encontro Virtual do projeto O Brasil Precisa Pensar o Brasil, realizado em 26 de agosto, contou com a participação de Aldo Rebelo, jornalista, escritor, político brasileiro e coordenador-geral da iniciativa da Fundação Ulysses Guimarães (FUG) e MDB. Com sua longa trajetória como deputado federal, ex-presidente da Câmara e ex-ministro em quatro pastas estratégicas (Defesa; Ciência, Tecnologia e Inovação; Esporte; e Coordenação Política), Aldo trouxe uma reflexão ampla sobre o papel da ciência e da inovação no desenvolvimento das nações.
Segundo ele, a história mostra que os avanços tecnológicos sempre foram decisivos na redefinição da geopolítica mundial. “Foram as descobertas, os investimentos em ciência e tecnologia, foram a capacidade de inovação que permitiram que as nações desequilibrassem as suas disputas geopolíticas. Quem alcançou uma grande invenção terminou por superar seus concorrentes”, apontou.
Inovação na história
Aldo fez um resgate histórico, lembrando marcos como a utilização do fogo, as grandes navegações portuguesas, a invenção da máquina a vapor e a corrida nuclear no século XX, para demonstrar como a inovação molda economias e impérios. Ele citou ainda exemplos brasileiros de sucesso, como o ITA e o parque tecnológico de São José dos Campos, a Embraer e a Embrapa, ressaltando o impacto dessas instituições na soberania nacional.
Apesar das vitórias, o coordenador-geral do projeto alertou para os desafios atuais. Destacou a perda de empregos de alta tecnologia no país e a queda nos investimentos em pesquisa. “O Brasil criou milhões de empregos até um salário mínimo e meio, mas perdeu os empregos industriais, de alta tecnologia, os empregos da classe média. Isso aconteceu porque nossa indústria perdeu capacidade de inovar”, lembrou.
Aldo também chamou atenção para a importância do papel do Estado como indutor da inovação. Citando a pesquisadora Mariana Mazzucato, afirmou que é o setor público que tem a capacidade de correr riscos e garantir investimentos de longo prazo. “Ciência, tecnologia e inovação precisam entrar na agenda da sociedade, na agenda do país, na agenda da nação. É isso que nos permitirá voltar a ser competitivos”, concluiu.
O encontro fez parte da série de debates virtuais do projeto O Brasil Precisa Pensar o Brasil, iniciativa da Fundação Ulysses Guimarães e do MDB, que ao longo de 2025 vem reunindo especialistas, lideranças políticas e sociedade civil em torno de temas centrais para o desenvolvimento nacional.
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