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Sala Temática debate inclusão produtiva, rede de proteção social e o papel do Estado

Publicado em 15 dez 2025

Sala Temática debate inclusão produtiva, rede de proteção social e o papel do Estado

Durante o lançamento do documento Caminhos para o Brasil, a Sala Temática MT5 – Políticas Sociais, Rede de Proteção Social e Inclusão Produtiva promoveu um dos debates mais intensos e participativos do evento. O painel contou com Murilo Cavalcanti, Sandra Santana, Daniel da ORPAS e Rodrigo Coelho, reunindo gestores, lideranças sociais e parlamentares em torno de reflexões sobre desigualdade, envelhecimento da população, políticas públicas e a urgência de fortalecer a inclusão social no país.

A mesa foi mediada pela vereadora de São Paulo Sandra Santana, que assumiu a função após homenagem de Murilo Cavalcanti às mulheres participantes do encontro. “Não há como se pensar o Brasil sem pensar as mulheres”, destacou a mediadora ao abrir os trabalhos.

Murilo Cavalcanti enfatizou o propósito do encontro: “Esse é um grande evento que a FUG, junto com o MDB, realiza para que a gente possa avançar no debate de um país mais inclusivo, com menos pobreza e menos desigualdade.”

Inclusão previdenciária e dignidade para os idosos

O ex-deputado federal Rodrigo Coelho trouxe uma reflexão sobre o envelhecimento da população brasileira e os desafios da previdência social.

“O Brasil está envelhecendo. Temos cerca de 30 milhões de idosos e a previsão é dobrar esse número até 2050. Mas será que estamos envelhecendo com qualidade de vida?”, questionou.

O parlamentar alertou para o abandono social e a violência financeira sofrida por idosos e defendeu políticas públicas que assegurem dignidade e proteção. Ele destacou ainda a importância de incluir trabalhadores de aplicativos e autônomos na previdência:

“Temos agora a chance de fazer a segunda maior inclusão previdenciária da história do Brasil, com os motoristas e entregadores de aplicativo. É preciso garantir a eles cobertura previdenciária sem retirar sua autonomia.”

Rede de proteção e responsabilidade coletiva

O fundador da ORPAS, Daniel da ORPAS, emocionou o público ao relatar sua experiência de mais de duas décadas à frente de projetos sociais em São Paulo.

“Uma rede de proteção é feita por pessoas. Quem tem um pouco mais ajuda quem tem um pouco menos. Somos os únicos animais que não conseguimos viver sozinhos — precisamos uns dos outros para sobreviver.”

Daniel defendeu a união entre Estado e sociedade civil para enfrentar a vulnerabilidade social, e ressaltou que a assistência deve ser acompanhada de oportunidades reais de desenvolvimento:

“A assistência não pode ser permanente, deve ser associada ao desenvolvimento. A inclusão produtiva precisa dar às pessoas a chance de escolher o que querem comer, de ter autonomia sobre a própria vida.”

Educação e igualdade de oportunidades

O presidente da FUG, Alceu Moreira, encerrou o painel destacando o papel transformador da educação e o compromisso da Fundação com a inclusão produtiva:

“Todo mundo fala de desigualdade social. O caminho para reduzi-la é gerar igualdade de oportunidade. O Brasil precisa construir gente. Nós temos que aprender a construir gente.”

Alceu defendeu que a Fundação e o MDB sejam laboratórios de formulação de políticas públicas:

“Um partido precisa ser uma parte pensante da sociedade. A política pública é uma ferramenta de solução de vida para as pessoas.”

Caminhos de transformação

O debate também contou com a participação de lideranças de diferentes estados, como Eron, da FUG Ceará, e Erivaldo Batista, paratleta de Brasília, que defendeu a empregabilidade como forma mais eficaz de inclusão.

“A verdadeira inclusão é a empregabilidade. O país só vai crescer quando houver diversidade de renda e oportunidades para todos”, afirmou.

Ao encerrar a sessão, Murilo Cavalcanti reforçou o espírito coletivo do encontro:

“A luta continua. É possível transformar o Brasil se unirmos vontade política, empatia e ação concreta. O MDB tem o dever de pensar o país a partir de quem mais precisa.”

Assista na íntegra:

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