Quem Faz a FUG
A FUG é feita de projetos, ideias e iniciativas. Mas é feita, principalmente, pelas pessoas que transformam tudo isso em realidade.
Esse cantinho do site da FUG é um espaço para conhecer nossos colaboradores para além do trabalho. A cada mês, novos perfis apresentam histórias, lembranças, gostos, hobbies, referências, sonhos e experiências revelam um pouco de quem está por trás das atividades da Fundação.
Conheça Quem Faz a FUG:
Moreira Franco
A política entrou cedo na vida de Wellington Moreira Franco. Nascido em Teresina (PI), em 19 de outubro de 1944, filho de pai piauiense e mãe mineira, ele cresceu em uma casa onde reuniões partidárias, campanhas eleitorais e debates faziam parte do cotidiano. Seu pai, Francisco das Chagas Franco, era ligado ao PTB e recebia em casa integrantes da direção do partido.
Foi nesse ambiente que Moreira teve um encontro que permanece entre suas primeiras lembranças políticas. Aos nove anos, durante a campanha de 1954, conheceu Getúlio Vargas em uma reunião partidária realizada em sua casa. “Lembro-me de que esse encontro me causou uma grande impressão.”
No ano seguinte, durante um comício de Juscelino Kubitschek em Teresina, viveu outra cena que guardaria na memória: o governador do Piauí o levou até o candidato e apresentou o menino como um futuro governador do estado. A previsão errou o estado, mas não o caminho que seguiria. “Os correligionários de meu pai me viam participando das reuniões partidárias e percebiam meu interesse pela política.”
Aos 12 anos, Moreira mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar. No Colégio Anglo-Americano, em Botafogo, aproximou-se do movimento secundarista em meio às manifestações estudantis que movimentavam as ruas da cidade. Mais tarde, já universitário, ingressou na Ação Popular e tornou-se dirigente da organização. Formou-se em Sociologia pela PUC-Rio, em 1968, e iniciou uma pós-graduação em Ciência Política em Paris, em 1970.
De volta ao Brasil, foi professor da Universidade Federal Fluminense antes de ingressar definitivamente na vida pública. Elegeu-se deputado federal pelo MDB em 1974 e prefeito de Niterói em 1976. Em 1986, tornou-se governador do Rio de Janeiro. Nas décadas seguintes, voltou à Câmara dos Deputados e exerceu diferentes funções no governo federal, passando pela Caixa Econômica Federal e pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Michel Temer.
Sua trajetória também se confunde com a história recente da Fundação Ulysses Guimarães. Moreira retornou à Presidência da FUG em 2015 e participou, no ano seguinte, da elaboração do documento Uma Ponte para o Futuro. Atualmente, preside o Conselho Curador da Fundação.
Da infância em uma casa tomada por discussões políticas à atuação institucional de hoje, Moreira resume a origem dessa trajetória em uma lembrança que atravessa toda a sua história: “Cresci, portanto, em um ambiente de militância, de debates políticos e de disputas eleitorais.”
Elissangela Magalhães
Elissangela Magalhães Vieira dos Santos nasceu em Brasília (DF), mas boa parte de suas primeiras lembranças está ligada ao interior de Goiás e à Bahia. Criada pelos avós maternos desde que tinha apenas um ano, passou a infância entre diferentes cidades e povoados, acompanhando as mudanças da família.
Morou em Simolândia, Alvorada de Goiás, Formosa, Água Fria e Planaltina de Goiás. Recorda uma época em que a simplicidade fazia parte do cotidiano e as casas onde viveu eram construídas com tijolos de barro, palha ou madeira. Ainda assim, quando olha para esse período, é categórica: “Minha infância foi muito boa. Não tenho do que reclamar.”
Uma mudança importante aconteceu quando seu avô, a quem considera o pai que a criou, sofreu um AVC e perdeu os movimentos de um dos lados do corpo. Elissangela precisou deixar a vida que conhecia para morar em Brasília com os pais e as irmãs. A adaptação trouxe novos desafios e se tornou uma das experiências que ajudaram a moldar sua maneira de encarar a vida.
Hoje, a família continua ocupando um lugar central em sua rotina. Elissangela é uma de cinco irmãs e conta que mantém uma relação próxima com elas. Fora do trabalho, gosta de ficar em casa, estar com o namorado e aproveitar a chácara do pai ao lado da família. Entre seus planos está revisitar, acompanhada dos filhos, os lugares onde viveu durante a infância. Outro sonho é conquistar a casa própria.
Curiosa e disposta a aprender, gosta de aproveitar as oportunidades que aparecem. Lê romances e outros livros que despertem seu interesse, acompanha séries e ouve diferentes estilos de música.
Há oito anos, Elissangela faz parte da equipe da Fundação Ulysses Guimarães, atuando na equipe de apoio da sede nacional. É no resultado do próprio trabalho que encontra uma de suas maiores satisfações profissionais: chegar ao fim do expediente sabendo que cumpriu suas tarefas. Também guarda um carinho especial pelo trabalho realizado durante os eventos da Fundação.
“Eu gosto muito de fazer parte deste grupo.”
Walter Soares
Nascido e criado em Brasília, em 24 de abril de 1982, Walter Soares Pereira de Souza é filho de pai baiano e mãe goiana. Tem quatro irmãos e é pai de uma menina de cinco anos, que hoje ocupa um lugar central em sua vida.
Entre suas lembranças mais afetivas está uma cena simples dos tempos de escola. Ele se recorda da mãe levando seu lanche: pão com mortadela e achocolatado servido em um copinho de plástico decorado com olhinhos que se mexiam. A memória do cuidado materno permanece como uma das imagens mais marcantes de sua infância.
A relação com os pais também está ligada a outra paixão que atravessou sua vida: o contato com a natureza. Os acampamentos rústicos que fazia com a família no Cerrado, em Cristalina (GO), ajudaram a criar um vínculo que conserva até hoje. Trilhas, cachoeiras e passeios de bicicleta estão entre seus programas preferidos. Também gosta de ir ao cinema, sair para comer, frequentar a academia e cuidar de si.
Se pudesse escolher o cenário para o futuro, seria justamente longe do movimento das grandes cidades. Seu sonho é morar no campo, cercado de plantas, árvores e pássaros. “Quero viver em meio à natureza, sem barulhos de cidade, com paz e tranquilidade.”
Seus gostos musicais transitam entre as modas de viola e Michael Jackson, seu ídolo desde a infância. Na literatura, prefere histórias de aventura e magia, além de livros sobre mistérios e crimes.
Walter integra a equipe de apoio da Fundação Ulysses Guimarães, atuando como motorista. Está na instituição desde junho de 2019 e valoriza as condições de trabalho e a trajetória construída nesses sete anos.
Entre a rotina em Brasília e as escapadas para o Cerrado, segue cultivando um desejo que nasceu ainda nos acampamentos em família: ter a natureza cada vez mais perto.
Marcela Nunes
Brasiliense de nascimento e criação, Marcela Fernandes Nunes mantém uma relação especial com a cidade onde construiu boa parte de suas referências pessoais e profissionais. De uma família numerosa, com raízes mineiras e paulistas, cresceu em um ambiente em que os encontros costumavam ser acompanhados de conversa e música. É casada com Lemos e mãe de Júlia, já adulta.
Sua juventude coincidiu com um período particularmente movimentado da vida política e cultural de Brasília. Nos anos 1990, participou com a mãe de uma manifestação dos Caras-Pintadas, experiência que despertou seu interesse pela política estudantil. Em 1999, esteve na Marcha dos 100 Mil, na Esplanada dos Ministérios. Ao mesmo tempo, acompanhava uma cena cultural alternativa que ocupava os espaços públicos da capital com shows e festas. “Cresci no meio dessa mistura de política, cultura e juventude e acho que essas experiências ajudaram muito a formar quem sou hoje.”
Outra influência importante veio de dentro de casa. Sua avó foi a primeira mulher a trabalhar na gráfica do Senado e ajudou a despertar nela um olhar para o design, área que se tornaria uma de suas grandes paixões.
A música também atravessa sua história. Influenciada pelos pais, tornou-se fã de rock and roll, toca violão e não passa um dia sem ouvir música. Desenhar é outro hábito que mantém viva sua criatividade. Fora do trabalho, ainda encontra tempo para atividades físicas, amigos e viagens. Conhecer novos países, lugares e culturas, aliás, é um projeto que pretende levar pela vida inteira.
Os livros também marcaram diferentes momentos de sua trajetória. Entre os que guarda como referências estão Feliz Ano Velho, Cem Anos de Solidão, Carandiru e Ensaio sobre a Cegueira.
Na Fundação Ulysses Guimarães desde abril de 2024, Marcela coordena a comunicação visual da instituição, transformando ideias, projetos e conteúdos em imagens. Para ela, atuar com iniciativas voltadas à educação e à formação política representa um aprendizado diário.
“É gratificante acompanhar esses projetos saírem do mundo das ideias, ganharem forma e se transformarem em iniciativas úteis e relevantes para as pessoas.”