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FUGLab debate o papel do poder de compra do Estado na inovação GovTech

Publicado em 01 out 2025

FUGLab debate o papel do poder de compra do Estado na inovação GovTech

O FUGLab de setembro contou com a participação de Téo Foresti Girardi, fundadora e CEO do GovTech Lab, que trouxe reflexões sobre como o poder de compra do Estado pode impulsionar soluções GovTech e aproximar a gestão pública da sociedade.

Téo contextualizou a criação do GovTech Lab e destacou que os governos, além de serem os maiores tomadores de decisão, também figuram como os maiores compradores do mundo. “O setor público regula o acesso a praticamente tudo que impacta a nossa vida – de bolsas de estudo a crédito, moradia, saúde e educação. Isso mostra o quanto as decisões e compras governamentais moldam mercados e afetam diretamente a sociedade”, afirmou.

Segundo a especialista, o mercado brasileiro de compras públicas representa cerca de 12,5% do PIB nacional e movimentou R$ 237 bilhões em 2024. Em escala global, o mercado GovTech já alcança a marca de US$ 3 trilhões. Apesar desses números, ainda são poucos os contratos públicos de soluções inovadoras firmados no Brasil — apenas 192 em operação, mesmo havendo mais de 18 mil startups ativas.

Durante a apresentação, Téo detalhou as três frentes de atuação do GovTech Lab: o GovTech Summit, maior evento do setor no Brasil; o GovTech Place, primeiro marketplace B2G do país, criado em parceria com o governo britânico; e iniciativas de inovação aberta, em parceria com hubs e órgãos públicos. Essas experiências têm buscado conectar startups, universidades e investidores às necessidades da administração pública, especialmente em momentos de emergência, como enchentes e estiagens.

Para a CEO do GovTech Lab, a chave está em transformar ideias em impacto real. “Quando o setor público consegue acessar as soluções que estão sendo desenvolvidas em startups e ambientes de inovação, ganha a sociedade, porque o serviço prestado ao cidadão se torna mais eficiente, mais transparente e mais próximo das demandas reais”, concluiu.

Confira na íntegra:

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