Durante o Encontro Nacional O Brasil Precisa Pensar o Brasil nos dias 21 e 22 de outubro, a Sala Temática MT1 – Governança, Reforma do Estado e Inovação na Gestão Pública reuniu importantes lideranças do MDB e da Fundação Ulysses Guimarães (FUG) para discutir os caminhos de modernização das instituições e o fortalecimento da democracia representativa. O debate contou com as participações do presidente da FUG, Alceu Moreira, o ex-semador Romero Jucá, e do diretor da Escola Movimento Gabriel Azevedo.
Abrindo o encontro, Gabriel Azevedo, presidente da FUG Minas Gerais e ex-verador pela capital mineira, destacou a centralidade do tema:
“Para fazer as reformas educacionais, de segurança, de saúde, na sustentabilidade, na economia, nós precisamos dar um jeitinho na estrutura do edifício. É preciso reformar o Estado, pensar na reforma política e compreender que a política tem que ajudar a pavimentar o caminho, não ser obstáculo.”
O presidente nacional da FUG, Alceu Moreira, ressaltou o papel do debate na construção de um país mais equilibrado e inclusivo:
“A economia nasce de um país que tem gente capaz de produzir e consumir com dignidade. Quando eu te incluo produtivamente, quando você se sente cidadão digno, quando é parte da construção do seu país, a economia se organiza.”
Em seguida, Romero Jucá conduziu uma ampla reflexão sobre o papel da política e as reformas necessárias para fortalecer as instituições democráticas. Ele observou que “é a política que define a vida das pessoas” e que o Brasil precisa reconstruir um modelo que pense “menos nos políticos e mais nas pessoas comuns”.
O ex-senador defendeu que o MDB mantenha um compromisso programático com a sociedade, a partir do documento Caminhos para o Brasil, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães:
“O que diferencia um partido do outro são os compromissos que esse partido inspira perante a população. O MDB dá um passo importante ao apresentar um caminho de propostas e bandeiras que vão servir de estandarte para a disputa de 2026.”
Jucá destacou a necessidade de reforma política, defendendo o voto distrital misto, o semiparlamentarismo e o financiamento transparente de campanhas eleitorais. Para ele, tais mudanças são essenciais para fortalecer a identidade partidária, reduzir a fragmentação e aumentar a representatividade.
“Nós temos que discutir e escolher uma proposta que não amplie a personificação individual do político, mas a força do partido, o agrupamento de pensamentos que espelhe um caminho a ser seguido.”
O debate também abordou o financiamento político e a fidelidade partidária, temas considerados estruturantes para restaurar a credibilidade da política junto à sociedade.
Encerrando a discussão, os participantes enfatizaram que a reforma do Estado e a inovação na gestão pública dependem de estabilidade institucional, planejamento e responsabilidade fiscal.
“O MDB precisa de um projeto que fale do Brasil. Nós não precisamos de extremos — precisamos de uma direção que una democracia, equilíbrio e desenvolvimento”, resumiu Gabriel Azevedo.
A Sala MT1 consolidou-se como um dos espaços mais densos do Encontro Nacional, reunindo contribuições que dialogam diretamente com os eixos centrais do documento Caminhos para o Brasil e com a agenda de modernização do Estado defendida pela Fundação Ulysses Guimarães.
Assista na íntegra: